Mostrando entradas con la etiqueta Madrid - Las Cuatro Torres - desde el Norte 2008. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Madrid - Las Cuatro Torres - desde el Norte 2008. Mostrar todas las entradas

miércoles, 19 de mayo de 2010

Planejamento Urbano


Em geral, o surgimento da urbe industrial (metade do século XIX) - caracterizada pelo caos espacial, o impacto ambiental e o conflito social - obrigou a iniciar um sistema corretivo e regulador que ajudasse a organizar espacialmente e a reestruturar socialmente as cidades.


Assim surgiu o urbanismo moderno, que em princípio, centrou-se em articular de forma coerente as técnicas urbanísticas já existentes e que posteriormente criou novos processos de planejamento e instrumentos de controle.


A partir das décadas de 1920 e 1930, nos Estados Unidos e na Europa, aparecem os principais planos reguladores de cidades, mais tarde conhecidos como ‘planos de urbanismo. Seus objetivos principais eram os de organizar e ordenar espacialmente o desenvolvimento urbano para evitar disfunções e impactos ambientais (* como bem cita Navolar J.D. em seu comentário deste artigo, nesta época ocorreram os CIAM's). A parte disso, esses primeiros planos, caracterizou-se por privilegiar os interesses gerais da comunidade sobre os interesses da propriedade privada.


Depois da II Guerra Mundial, as necessidades de reconstrução e a superação da traumática recessão econômica dos anos 30, impulsionaram um prolongado período de desenvolvimento sustentável. Foi o grande momento do planejamento e dos grandes planos, quando o planificador, desfrutava de um amplo reconhecimento social e se sentia seguro de suas técnicas.


Na década de 1960, ocorreu nos países mais desenvolvidos profundas transformações econômicas e sócio-demográficas que aceleraram uma mudança urbana e que uma vez mais, transbordaram o sistema clássico de planejamento.


Esta crise foi conjunção de vários fatores: Um forte crescimento demográfico, um elevado desenvolvimento econômico, a utilização massiva do automóvel particular e um extenso processo de suburbanização. Tudo isso, gerou no início dos anos 70, coincidindo com a profunda recessão econômica internacional, em uma forte desconfiança aos “experts” urbanos pela sua incapacidade de abordar e resolver os problemas urbanos.


As cidades continuaram crescendo com descabido dinamismo. Ao final do século XX, a nova ordem econômica globalizadora e os comportamentos sociais, embasados no consumo, provocaram uma transformação urbana sem precedentes, tanto nos países ricos como nos subdesenvolvidos.


Observa-se, uma crescente ocupação do território, por uma densa malha de rodovias de alta capacidade, o desenvolvimento de conjuntos residenciais e produtivos nas periferias urbanas um maior distanciamento do binômio residência-trabalho e a aparição de centros comerciais e de laser baseados no automóvel. Em suma, um padrão que demanda e consome crescentes espaços per capita para a urbanização.


Assim, hoje em dia, predicar sobre a necessidade de proteger o meio natural, criticar a cidade difusa (esparramada), frente ao modelo da cidade compacta, recuperar e conservar os centros das cidades como lugar de trabalho e residência, promover sistemas de transporte público frente ao abuso do veículo particular e fomentar e mesclar usos compatíveis nos centros urbanos para garantir sua vitalidade e diversidade, tornou-se pratica comum entre os urbanistas.