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viernes, 29 de abril de 2011

Trabalho...ainda existe? ou existirá???


Atualmente, caminhamos em duas direções, radicalmente opostas.

Em uma delas, os institutos das seguridades sociais, demandando em função do aumento da população e de sua longevidade, que as aposentadorias ocorram não mais aos 65 anos ou bem aos 35 de contribuição e sim aos 67, ou aos 70 ou fórmulas como a soma da idade mais a contribuição tenham que ser no mínimo 95, 97, 100, etc. e em outra direção a situação laboral em concreto - o aumento da automação nos serviços (máquinas, internet, agro-indústria, etc.) e mais as recentes fusões e os novos processos (Nokia demitiu 1400 e Panasonic 4 mil). - Ainda a questão da juventude (quem aos 45 consegue trabalho???).

Essa dualidade, não é pauta de entendimento e compreensão de nenhum governo na atualidade, americanos, europeus, asiáticos, africanos, seguem pensando em suas seguridades sociais daqui a 5 ou 10 anos e apoiando os avanços tecnológicos sobre tudo na automação dos processos industriais.

O mundo em um futuro breve, seguindo este modelo atual, terá um empresário (Sr. “Bochmann” que só contará dinheiro e guardará os milhões de lucro até ir para o caixão onde nele, levará somente a mortalha e seu funcionário “Zé” que apertará botões e ajustará as maquinas, trabalhará 24 horas do dia e que ganhará “mil por mês” e será invejado por centenas de milhares de desempregados. Além disso, existem os “Cristianos Ronaldos” da vida, que cobram o que 1 milhão de mortais irão cobrar, para fazer 40 gols por ano e ser fotografado e publicitado como “algo a ser imitado” e o lixo irá se multiplicando...

Muito bem, fica aqui algo para a reflexão, neste domingo 1º de maio, dia mundial do trabalho. Estariam Ludd e os luddistas equivocados? Devemos seguir este sistema ou mudarmos totalmente o paradigma da relação trabalho/remuneração/bem-comum?