miércoles, 4 de agosto de 2010

Esquentando o clima!


Enquanto por aí o clima eleitoral esquenta e os críticos do atual governo se aferram em discórdias com jornalistas e publicações de atos de ajuda ao governo Palestino, por exemplo, mas com ampla vantagem nas pesquisas para a candidata do Lula, por aqui a coisa vai mal para os socialistas no poder.

Segundo a pesquisa publicada hoje do CIS Centro de Investigações Sociológicas – balanço do mês de julho, se hoje houvesse eleições, a direita (PP) venceria com uma vantagem de 6,3% dos votos.

http://www.elpais.com/elpaismedia/ultimahora/media/201008/04/espana/20100804elpepunac_1_Pes_PDF.pdf.

Já na Itália, Berlusconi se enfrenta com o “primeiro exame de estabilidade”. É que seu ex-principal aliado, Gianfranco Fini, depois de romper com o governo, terá agora, a pedido do Berlusconi, votada uma moção de censura em contra, por suposta formação de um grupo o P3, que teria o controle do judiciário e as nomeações em concursos públicos em seu poder.

Esse fato poderá caracterizar a ruptura total da Liga Norte com o PDL (Partido Da Liberdade) e ainda sobrar respingos para o “chefe” desta corruptela, nada mais que o Cavaliere!

Assim, aí, aqui e acolá a situação política está movimentando e fazendo vítimas, algumas merecedoras e outras nem tanto...

martes, 3 de agosto de 2010

Inferno Astral


O dito inferno astral, comigo sempre pega forte. Esse ano parece que vem bem “calibradinho” pela amostra inicial.

Começou, já faz uma semana. Já tiveram conflitos familiares, problemas com conta bancária, com o celular, e é só o começo...

sábado, 31 de julio de 2010

Urbanistas



Trecho extraindo do Capitulo II (Los Urbanistas - pág. 71-74) do livro "Miseria de la Ideologia Urbanística" – 1967 – Fernando Ramón Molinero – Editorial Ciência Nueva – Madrid. - Traduçao RG


...A revolução triunfou na Rússia; no resto do mundo o capitalismo segue prosperando. Seu poder se faz tão evidente que as teorias sobre a Cidade que pretendem ignorá-lo já não terão crédito. Soria, Sitte, Howard e Gueddes são esquecidos. Já ninguém pode ter ilusões sobre a possibilidade de construir uma Cidade Moderna, onde a convivência seja possível. A cidade deixa de ser um lugar de convivência e passa a ser um campo de batalha entre as classes sociais. Ademais, a cidade industrial do século XIX na qual a burguesia e o proletariado se viram obrigados a conviver, está segregando rapidamente à industria e ao proletariado industrial para seus imensos subúrbios.

A situação se aclara: O desenvolvimento das cidades se converteu em uma operação rentável por si mesma; a urbanização há dado lugar à operação especulativa mais colossal de todos os tempos. O teórico que queira colaborar será chamado urbanista. Não participará na discussão da operação, se limitará a dar-lhe forma, a vesti-la. Onde encontrá-lo? Entre os arquitetos, os quais, desde sempre, estiveram a serviço da classe dominante para estes trabalhos. Assim é como o campo de trabalho dos arquitetos se há ampliado e já não se limita aos palácios e catedrais de seus clientes tradicionais. O arquiteto há encontrado por fim com seu novo cliente: O Estado Capitalista; e se dispõem a projetar a sede do poder burocraticamente estruturado...

viernes, 30 de julio de 2010

Operación salida!


Hoje iniciou o que se chama a operaçao saída. Estima-se que neste final de semana, irao ocorrer 5 milhoes de deslocamentos pelas rodos vias espanholas. O maior dos fluxos imaginados será entre Madrid e a Andalucia.

Além destes delocamentos por rodovias, os trens colocaram a venda 1 milhao de passagens para esses mesmos 3 días e espera-se uns 6 milhoes de passageiros (daí já é coisa internacional, onde inclui-se também, além dos espanhóis, os alemaes, inglese e os holandeses entre outros – tradicionais clientes do sol espanhol) distribuídos nos 47 aeroportos civis do país.

Eu particularmente, adoro Madrid em agosto, fica vazia e tirando o calor de 40º que faz todo o dia (e por 15 horas do dia) fica mais sossegada do que no “stress” do dia a dia…


É o que rola até o último fim de semana de agosto, daí terá a operaçao entrada na qual todos voltam também em tao somente 3 dias...

jueves, 29 de julio de 2010

Barcelona e os touros


Assim como outros tantos debates – como o das cidades século XX – os touros agora também são pautas de conduta partidária na Catalunha.

Ficaram proibidas as “corridas de touro” ou touradas a partir de 2012 em toda a Catalunha. O parlamento catalão, por 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções assim declarou fim à “fiesta nacional” que agora será mais que nada uma queda de braço entre os partidos políticos, que neste caso votaram em bloco tanto no contra como no a favor.

Particularmente, amante das corridas que sou, espero que os hipócritas que votaram a favor da proibição, não comam carne, nem mesmo de peixe, pois seguramente sofrem mais os bois confinados para a engorda do que os touros de Lidia, criados livremente nos pastos e adorados até o seu “cruel” (porém valente e honrado) sacrifício nas plazas de toros.

miércoles, 14 de julio de 2010

O.N.G. sim CNPJ não.


Vai por aí a coisa: A Sociedad Peatonal é uma “ONG”, em sua essência mais absoluta. Somos uma organização não governamental. Uma organização e uma entidade juridicamente constituída. Temos estatutos – inclusive registrados em cartório de títulos e documentos.

Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – o CNPJ – não temos. Isso é para fins fiscais e como terceiro setor, somos alternativos, não desejamos “fins fiscais”. Até poderia ser interessante a entrada de “recursos financeiros” (grana) para que a SP pudesse realizar mais do que já faz, mas, isso implica em ser uma empresa e não mais uma organização.

Aqui na España, sempre cito a “A pie” – que seria a homóloga da SP – cujas reuniões, ocorrem normalmente no pátio maravilhas – um edifício central, ocupado por invasores, e que mais alternativo não há – e que se caso tenham um estatuto, duvido que seja registrado em qualquer notário e que mesmo assim, são reconhecidos como instituição e como entidade.

Acho que, portanto, o terceiro setor, terá que, enquanto aí seguir sendo terceiro mundo, reformar o estatuto geral da nação, pois a mensagem é essa: Não queremos CNPJ! Queremos nos organizar para desorganizar e desorganizar para organizar... em outras palavras: Não abdicamos das responsabilidades deixadas de lado pelo poder público, assumindo o papel de críticos, mas não queremos vínculos com a burocracia fiscal do estado. Fosse assim, faríamos concursos públicos e seríamos funcionários, ou ingressaríamos nas filas partidárias, que definitivamente não é nosso caso.

miércoles, 7 de julio de 2010

Último comentário da Copa 2010


Se éramos 4 sul-americanos em 8 participantes com apenas 3 europeus e um africanos nas quartas de final, isso já é página virada na história desse mundial.
Nas semi-finais, os 3 europeus e mais a “celeste” é que foram os protagonistas da cena.

Agora, para “la gran finale” España e Holanda, que no pasado brigaram pelos direitos do mar agora irão decidir qual é a nova sócia do clube já que embora a “laranja” esteja em sua terceira final e “la roja” pela primeira vez, nem essa nem aquela ainda conseguiu uma estrelinha em sua camisa.

O clube tem a “canarinha” com 5 estrelas (se fosse um quartel sería o general) e “la azzurra” seu imediato com 4 os "tedescos" com 3, a celeste e “los hermanos” com 2, Inglaterra e França com uma e agora será a vez de um europeu vencer em outro continente que não o seu, fato até agora só realizado pelo Brasil em 1958 e em 2002.

Agora a ver que passa, se vencerão os Boers em plena África do Sul ou a Espanha reafirmará sua condição de atual campeã européia. Abaixo o poema da bela e saudosa Leila Diniz:

Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
O mar é das gaivotas
E de quem sabe navegar.

Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Porque não sabem que o mar
É de quem o sabe amar.

miércoles, 30 de junio de 2010

Quartas de Final do Mercosul?


Já pensaram? Pode ser...

Os países sul americanos já demonstraram até agora uma tremenda superioridade frete ao resto dos participantes deste mundial 2010. Basta analizarmos os números:


Regiao
Países no início da Copa
Países nas Quartas de final
Europa
14
3
África
6
1
América do Sul
5
4
Ásia/Oceania
4
0
América do Norte/Central
3
0

Agora além de termos 50% do total nas quartas de final e 80% de aproveitamento com relaçao ao início da competiçao, ainda poderemos classificar os 4 representantes para as semi-finais, coisa difíci, mas nao impossível....

jueves, 24 de junio de 2010

Duas pedras a menos…


É isso mesmo, sem a amaldiçoada França e a perigosa Itália nas oitavas, podemos dizer que estamos sem duas das três pedras no nosso sapato. Segue ainda a pior delas a Argentina, com seu poderosíssimo ataque (Agüero, Tévez, Milito, Higuaín, Messi e Palermo) e de quebra, comandada pelo nada menos que o polêmico Pelusa Diego Maradona.

Penso que a ridícula eliminação francesa e a sofrida italiana, vão servir de muito aos seus países, que comandados pelos delinqüentes playboys Nikolas Sarkozy e Sílvio Berlusconi, bem que merecem, pois em ambos os países, a situação começa a ser vergonhosa, como se pode ver em
www.losbarco.org , onde se afirma que la percepción de Italia en el extranjero es cada vez más inquietante. "El racismo crece, así como la arrogancia, la prepotencia, la represión, los chanchullos, el machismo, la difundida cultura mafiosa, la falta de respuestas hacia el mundo laboral, cada vez más subalterno y más precario. Los méritos y capacidades de las personas, sobre todo de los jóvenes, no se valoran. Crece la cultura del favor, del desinterés por el bien común, de la carrera al dinero, y de lo privado en todos los sentidos".

Por outro lado, o Dunga, toma o protagonismo e enfrenta a Rede Globo, em uma atitude louvável. Chega de vender esse absolutismo e essa fábrica de idéias. Basta da lei de Gerson (a de levar vantagem em tudo).

O mundial segue e a nossa expectativa também. Amanha é o exame da España. Terá que vencer ao Chile, que por nada quer perder, pois existe risco na classificação caso isso ocorra e a Suíça, terá um jogo mais fácil contra a já desclassificada Honduras.

Também seria uma desclassificação para por fim a um sentimento de superioridade criado recentemente aqui na España, por seus anos dourados vividos há pouco, que começa a mostrar o quanto mal está sendo gerada a política por aqui.

Sem misturar, mas misturando, política e futebol, acho que existe mesmo uma relação entre ambas...kkk...

sábado, 12 de junio de 2010

Desafio da convivencia



Trata-se de uns tantos parágrafos de muitos mais que contemplam a reportagem publicada no EL PAÍS do dia 2 de maio - que coincide com o dia da expulsao dos franceses em 1809, mas que nada tem a ver - intitulada "O desafio da convivência".



REPORTAJE: PLANETA URBANO - LOS RETOS
El desafío de la convivencia
ANATXU ZABALBEASCOA - EL PAÍS 02/05/2010


..."En las ciudades hay desigualdad porque el sistema global que las rige vive y se alimenta de la desigualdad", sostiene el antropólogo Manuel Delgado. El autor de La ciudad mentirosa. Fraude y miseria del 'modelo Barcelona' considera que, en la urbe capitalista, la desigualdad no es un accidente, sino "el elemento consustancial que permite hacer de ella un factor de enriquecimiento de una minoría a costa del trabajo y de la miseria de una inmensa mayoría". Y asegura que lo que explicaba Engels cuando reflexionaba sobre el Londres de mediados del siglo XIX no ha cambiado demasiado. "Más bien, se ha agudizado". Así, las desigualdades persisten y aumentan. Pero las ciudades no dejan de crecer.


Tras la primera década del siglo XXI, las grandes urbes de los últimos años se perfilan ya como las futuras megarregiones de la próxima década. Y los 135 kilómetros comprendidos entre Hong Kong y Guangzhou, en China, como la región metropolitana más poblada del mundo con 120 millones de habitantes. El doble de los que se calcula que pueblen en 2015 el eje Nagoya-Osaka-Kyoto-Kobe en Japón y el triple de los habitantes de la región que se extiende entre Río de Janeiro y São Paulo hoy.

Estas ciudades sin límite son ya un hecho, un problema real. Y aunque la mayoría de los urbanistas consideran más sostenibles los modelos de metrópolis que concentran a la población y permiten ahorrar en transporte, el hecho de que el 18% de los habitantes de la Tierra viva en una diminuta fracción del planeta –la que ocupan las 40 megarregiones del mundo– es difícilmente sostenible social y económicamente.


El antropólogo francés Marc Augé, que acuñara el término "no lugar" para describir los nuevos espacios públicos urbanos (centros comerciales, aparcamientos), lo pregunta de otra manera: "¿Cómo conciliar la pertenencia a las redes globales y la vida local?". Y asegura que la solución sólo puede ser política. "Europa podría encontrar dentro de sí la oportunidad de crear modelos ejemplares. ¿Cómo? Haciendo uso del sentido más noble del término política". Es decir, la ciencia, o el arte, que ambiciona gobernar un país, y no la mera lucha por acceder, o permanecer, en el poder. Augé no habla del partidismo al que estamos habituados. Y del que estamos hastiados. Su idea, ¿ideal?, es mejorar las polis con políticos con el nivel y la ambición para lograrlo.

El problema de la ciudad sin límite arranca de la búsqueda del bienestar que lleva a intentar conseguir alquileres más baratos y más espacio por menos precio o a asociar lejanía del centro urbano con menor contaminación, sin que quienes eligen trabajar en la ciudad y vivir en las afueras reparen en cómo ellos mismos contribuyen a la polución con sus desplazamientos diarios. "La idea del lujo urbano fuera de la ciudad está invadiendo el planeta y convirtiendo las urbes en ciudades sin fin", considera Eduardo López-Moreno, coautor del nuevo informe de la ONU que sostiene que las ciudades sin límites territoriales son un síntoma de que algo no funciona. "Requieren recursos energéticos y transportes que las hacen insostenibles". Por eso él recuerda que "las ciudades más prósperas no son las más extensas ni las mayores, sino las que reducen las desigualdades entre su población". ¿Cómo lograr ciudades menos desiguales?

Francesc Muñoz contesta sin dudarlo: "Lo que contribuye a eliminar la desigualdad es la capacidad de la ciudad para vincular la política económica y urbanística con las políticas sociales". Todo lo contrario de lo que hacen los gobiernos que teme Charles Correa, los que utilizan el suelo urbano para financiarse. Es cierto que no se le puede pedir a la política urbanística que resuelva problemas sociales, pero sí deberían diseñarse políticas sociales que aminoren los efectos de las políticas urbanísticas que expulsan a amplias poblaciones urbanas durante procesos de renovación. Charles Correa, que ha trabajado en varios continentes, lleva toda su vida ocupándose del problema de la vivienda. Y tiene claro que la pobreza no es un problema arquitectónico. "Pero la manera en que los pobres viven en la ciudad, sí. En el campo, uno, por pobre que sea, no se deshumaniza. En la ciudad, sí", razona. Tal vez por eso no sorprenda que una de las primeras propuestas que hizo cuando, en1985, el primer ministro Rajiv Gandhi lo nombró responsable de la Comisión Nacional de Urbanismo fuese construir bancos en los que los recién llegados pudieran dormir temporalmente. Nunca los hicieron. "Hoy la invención no está de moda en arquitectura. Un arquitecto, como un ingeniero, debe inventar. Estamos viviendo el éxodo a la ciudad. Y la ciudad, que tiene grandes ventajas, no ofrece una pobreza digna. Hay que solucionar ese problema".

Las expansiones sin límite de las ciudades generan barrios residenciales de baja densidad, desiertos durante el día y sin apenas vida vecinal, que pueblan vastas regiones metropolitanas. En ese contexto, Muñoz, autor de un título elocuente, Urbanalización, que narra el deterioro de diversas ciudades, urge a repensar el papel del parque junto a esas casas con jardín. Fenómenos como las country villas de México o las gated comunities de Washington dibujan guetos en medio de un paisaje repetido, clonado e inseguro. "Ese encapsulamiento es, por definición, la negación de la vida urbana y ciudadana", explica. Pero Delgado advierte del peligro de concentrar los esfuerzos en evitar los guetos: "El discurso de la 'lucha contra los guetos' se está convirtiendo en uno de los argumentos centrales con vistas a justificar la renuncia a políticas de vivienda social en Europa y, especialmente, en nuestro país".

El crecimiento de las ciudades aumenta los asentamientos ilegales. Hoy, más de 1.000 millones de personas viven en suburbios con infraviviendas. ¿Por qué los gobiernos de las ciudades no son capaces de generar viviendas dignas? "Lo de las viviendas dignas para todos sólo sucede cuando la sociedad decide que ese es un tema importante y la riqueza se reparte con más equidad", explica Miguel Ruano, asentado en Londres desde hace 12 años, al tiempo que recuerda que Barcelona tenía chabolas hace tan sólo unas pocas décadas. Y Madrid hace menos. Aunque hoy queden ya muy pocas.

"Desde que, con el capitalismo, las viviendas pasaron a ser un bien no sólo de uso, sino también de cambio, el acceso de una mayoría de la población a la vivienda pasó a ser un capítulo más de las políticas sociales", explica Muñoz. La capacidad de movilidad de la población en el territorio y la pobreza galopante en una parte del mundo hacen que el flujo migratorio no cese, y eso se traduce en acuciantes necesidades de vivienda que los Estados no aciertan a resolver. Por eso, el chabolismo alcanza dimensiones espectaculares en las ciudades del llamado Tercer Mundo. "Pero no es del todo ajeno a las sociedades llamadas avanzadas", advierte Muñoz. Además, "en las ciudades europeas –y, por supuesto, en las españolas– existe un auténtico barraquismo invisible que sirve para acoger a una población procedente de la inmigración que no encuentra alojamiento y ha de acomodarse en todo tipo de infraviviendas que no se ven, pero que están ahí: pisos patera, pensiones clandestinas o camas calientes...", señala Manuel Delgado.

Si la ciudad industrial engendró una cultura urbana inspirada en la fábrica y el tránsito, la ciudad posindustrial podría haber creado una cultura derivada de la tecnología y la experiencia de la velocidad que ha cambiado la forma de las ciudades, pero no su esencia. ¿Cómo son las urbes de la era global?

Si uno pudiera, como en Star Trek, ser tele-transportado instantáneamente por muchas ciudades del mundo, a menudo no sabría decir dónde se encontraría, ni siquiera en qué país, excepto por el idioma en el que están escritos los anuncios de las omnipresentes marcas globales: Coca-Cola, Ford, Nokia, McDonald's… Desde Bangkok hasta São Paulo, pasando por la periferia de París o los suburbios de Bombay, la homogeneización de la globalización urbana es un fenómeno evidente hasta para el observador menos atento. "Curiosamente, esa uniformización se produce tanto en el ámbito de las residencias de los ricos, influenciadas por el modelo suburbano estadounidense o por el penthouse neoyorquino, como en las chabolas de los pobres, construidas siempre con los materiales más baratos y, por tanto, similares en todo el planeta", explica Ruano...