sábado, 31 de enero de 2009

A Montanha.


Aqui para mim, se trata do Peñalara, ou melhor, do Parque Natural do Peñalara.

Sua importância não é somente pelo espetáculo das suas paisagens, em meio ao que sobrou dos glaciares, ou em sua tradição montanheira. Peñalara é um “rincón” único, que faz por merecer a categoria de parque de proteção ao meio natural.

As duríssimas condições ambientais, a altitude e a grande variedade de ambientes, proporcionam cenário ideal para a vida de muitas espécies, grande parte dela protegidas, e pouco freqüentes no resto da Serra.

Três conceitos são muito importantes serem transmitidos aos mais de 150 mil visitantes anuais do Parque: - Singularidade, por abrigar espécies ou paisagens únicas; Diversidade, tanto de espécies como de ambientes em um reduzido espaço; e Fragilidade, pois as duras condições ambientais, as fortes declividades, a elevada erosão, etc. fazem com que os danos que venham a ser causados, posam ser irreversíveis.

Uma das zonas mais críticas e frágeis do Parque é a Laguna Grande, e resulta fundamental, por tanto, observar e respeitar as orientações demarcatórias de zonas em recuperação de solos degradados, onde o “passo” de visitantes pode acabar com o trabalho de vários anos.

Para evitar os impactos e diminuir a erosão, foi limitado o número de trilhas pela montanha. Permaneceram as mais consolidadas e tradicionais, que levam aos pontos mais emblemáticos do Parque, sendo que algumas passam por zonas de “Máxima Reserva” onde está totalmente proibido abandonar o caminho.

Temos que ter sempre em conta que ali, estamos desfrutando de um dos ecossistemas, mais frágeis que existe e que para preservá-lo todo o cuidado é pouco. É um dos mais belos passeios que existe, na primavera, ir ver a “laguna”... Simplesmente um êxtase!

viernes, 30 de enero de 2009

Gato, Manolo, Chulapo…

Os gentílicos populares dos madrileños (esse sim o gentílico para quem nasce em Madrid), tem origens na própria história da cidade.

Gato é o madrileño, que tem avós e pais madrileños também, ou seja, um local, sem ser fruto de imigrações internas, como andaluzes ou manchemos, que vieram em grande número nos finais do século XIX e mais recentemente no final da guerra civil.

Diz-se “gato”, pois a cidade amuralhada tinha pequenas janelas para que se pudesse vigiar e ao fecharem-se as portas no cair da noite, muitos que ainda não haviam retornado ao seu interior, obrigavam-se a fazer uma verdadeira peripécia para por essas janelas passarem e poderem então entrar na cidade. Agiam como se fossem gatos...

O Manolo (ou Manola) tem origem, já bem mais recentemente, e está ligado ao bairro de “Lavapiés” (antigo reduto judeu da cidade), e tem origem no batismo de muitos de seus descendentes, com o nome castiço de Manuel, para escaparem da expulsão em 1492 e assim hoje em dia, é comum chamarem-se entre madrileños de “Manolo” prá cá “Manolo” prá lá.

Rivalizando um pouco com esse termo, existem os “chulapos” (ou chulapas), que procedem do bairro de “Malasaña”, também no centro de Madrid, e que hoje é caracterizado pelo uso do traje típico das festas patronais (São Isidro) e consiste em um terno xadrez, com calças pretas e um boné xadrez para os homens e um vestido rodado com um chale bordado para as mulheres, que na cabeça levam a peineta.

miércoles, 28 de enero de 2009

Em foco: Sustentabilidade

Desde as “interessantes definições” propostas no artigo anterior vão pontuar, uma delas, a sustentabilidade, cujo enunciado que apresentamos, termina dizendo: “Deveria existir um acordo amplo com respeito à necessidade de considerar a sustentabilidade como enfoque político prioritário”

O amigo, arquiteto, Jeferson Dantas Navolar, atual presidente do IAB-PR, que como dirigente da entidade, embasado na legislação pertinente, quando, por ocasião da licitação por meio de um concurso de idéias, para a construção da “Nova Sede CREA-PR em Curitiba”, faz valer o critério de avaliação através da Sustentabilidade.

Ele, que como eu, sou, da “gloriosa classe de 58”, nesse ano de 2009, estaremos cumprindo 51 anos (Boa idéia!) – precisamente hoje, 28 de janeiro é o seu aniversário –, já deixamos para traz o “fortyninerianismo”, que é o final do sétimo ciclo de sete anos (aos 49 por tanto), já fizemos meio século e então viramos outra página, a do envelhecimento e formação da sabedoria.

Assim, já demonstrando haver tido a iluminação da sabedoria (Boa idéia!), a proposta, tem como critério a sustentabilidade, definição que repito: “Garantia de continuidade e permanência, referida a níveis desejáveis de qualidade de vida e de relações com o meio ambiente por contraposição às atuais tendências e políticas insustentáveis. Incorpora as variáveis ambientais, sociais, econômicas e institucionais. Nos sistemas urbanos, está vinculada a sua capacidade de consumir recursos e gerar resíduos abaixo da própria capacidade do meio em regenerar-se e servir como sumidouro.”

Esperamos que as propostas, para um edifício sustentável, sejam dignas da necessidade atual com respeito ao tão meticuloso e desejável que implica essa condição, e que possam salientar as demais qualidades projetuais em todo seu contexto.

Jeferson, meus parabéns pelo “cumpleaños” e pela sabedoria precoce!

martes, 27 de enero de 2009

Interessantes definições


Estou trabalhando com essa temática nos dois últimos anos. assim aproveito o canal de comunicaçao para passar algumas interessantes definições que fazem parte do glossário da terminologia específica com a Mobilidade Sustentável.


Caminabilidad: es una calidad del lugar. El camino que permite al peatón una buena accesibilidad a las diferentes partes de la ciudad, garantizándola a los niños, a los mayores, a las personas con dificultades de locomoción y a todos. La caminabilidad hay que proporcionar una motivación para inducir más personas, restableciendo sus relaciones interdependientes, con sus calles y barrio y comprometiendo personal recursos para reconstruir su local físico y social infraestructura, tan necesario a la vida humana y la ecología de las comunidades.


Accesibilidad: Calidad o facilidad de acceso a diferentes partes de la ciudad. Facilidad de acceso mediante diferentes medios de transporte, incluido el peatonal (asociado a la proximidad entre los diferentes usos urbanos), y para las personas de movilidad reducida (supresión de barreras). En un contexto más amplio se refiere también a la garantía de acceso igualitario a los ejes de transporte, al conocimiento y a los servicios básicos (educación, sanidad, vivienda y servicios sociales).

Indicadores de sostenibilidad: Variables cualitativas o cuantitativas para identificar o caracterizar situaciones o tendencias. En el contexto de este documento, la definición de indicadores es esencial para el análisis de escenarios y para establecer sistemas de evaluación y seguimiento de las intervenciones en el ámbito urbano.

Integración social: Término asociado al de cohesión social. Orientación de las políticas y de las intervenciones para evitar procesos de exclusión o segregación social (dualización, desintegración, marginalización...). En desarrollo urbano sostenible la lucha contra la exclusión social constituye una de las prioridades por su contribución a la igualdad y la convivencia.

Movilidad urbana sostenible: Objetivo fundamental de reducción y racionalización del tráfico rodado en las ciudades para hacerlo compatible con una mejor calidad de la vida urbana (agresividad, seguridad, ruidos,...). Orientación para el diseño de políticas encaminadas a estimular el cambio modal desde el vehículo privado al transporte público y/o a desplazamientos peatonales o en modos alternativos menos contaminantes (bicicleta), así como a calmar y moderar su impacto (limitación en zonas y reducción del número y velocidad de los vehículos).

Sostenibilidad: Garantía de continuidad y de permanencia, referido a niveles deseables de calidad de vida y de relación con el medio por contraposición a las actuales tendencias y políticas insostenibles. Incorpora las variables ambientales, sociales, económicas e institucionales. En los sistemas urbanos está vinculada a su capacidad para consumir recursos y generar residuos por debajo de la propia capacidad del medio para regenerarse y servir como sumidero. Debería existir un acuerdo amplio respecto a la necesidad de considerar la sostenibilidad como enfoque político prioritario.

domingo, 25 de enero de 2009

“Algo pasa”!!!…


Essa é uma típica frase espanhola, como quase todas as que exclamam admiraçao, está composta por um par de palavras.

É que não consigo encontrar uma explicação passível de compreensão, já que o Brasil é tido como um país onde se paga mal a tudo e que em comparação com a Europa tudo é mais barato. Vejam que não é bem assim!!!

...Estou como bem sabem, escrevendo uma tese de PhD, na ETSA/UPM. Quero (ou melhor, necessito) fazer algumas experiências de campo, que se trata de entrevistas a usuários dos sistemas de transporte público.

Começa que por aqui, tivemos todo o apoio do Consórcio Metropolitano de Transporte, empresa que corresponderia à “ordem do dia” a nossa URBS, pois é a gestora dos transportes urbanos de Madrid (Metro, Autobuses, e Cercanias/RENFE). A empresa se prontificou a PAGAR os custos da investigação sobre o Metro de Madrid, que queremos fazer, enquanto as “curitibocas” – seja a URBS, seja a COMEC, seja a própria SETRANSP se negam a responder sobre a possibilidade de qualquer tipo de colaboração financeira.

Claro: - Investigar a “caixa preta” – supõe eles – do transporte municipal, quando não é nada disso. A COMEC licitou, mas não contratou uma pesquisa de origem/destino no transporte público em 2008 (Edital 0002/2008). Todos tem medo do que possa surgir em resposta ao que se pratica. O Transporte público já faz 30 anos que não é licitado... Uma vergonha.

Mas não é disso que estou falando. Isso pretendo demonstrar na minha tese doutoral e o farei independentemente de apoios econômicos dessas entidades. Refiro-me aos orçamentos solicitados para as pesquisas que pretendo fazer.

Aqui em Madrid (EUROPA), a empresa CUESTIÓN, conceituada pela UPM e respaldada por seus trabalhos como, por exemplo, a “boca de urna” para “Canal Cuatro” da rede de televisão espanhola, nas ultimas eleições presidenciais da España, nos apresentou um orçamento de 5.490 €. Já em Curitiba, a não menos conceituada empresa, DATACENSO, depois de um longo processo, que envolveu a UFPR, empresas e publicidade, ONGs, etc., nos apresentou um orçamento para a mesmíssima proposta de 25.410 € ou seja, simplesmente quase cinco vezes maior que o orçamento daqui.

Assim é o terceiro mundo, coisa que Curitiba nega ser, mas lamentavelmente é, continuará sendo terceiro mundo. “Lo siento...lamentable”...

Chuva, bendita chuva...


É isso mesmo, uma das poucas coisas que sinto, ou melhor, sentia falta das que tínhamos por aí e não temos (ou não tínhamos) por aqui, são (ou eram) as chuvas...

Madrid, é como um deserto. Embora a cidade seja muito verde, e existir parques (umas dezenas sendo o Retiro o principal) e zonas verdes (a casa de Campo e o monde de “El Pardo”) localizadas no entorno imediato, a dita “meseta madrileña” está mais para um deserto do que para qualquer outro ecossistema.

O verão em Madrid é um capítulo a parte. As temperaturas diariamente alcançam os 40 graus centígrados e não raramente os 45º C e desde as 9:00 até às 23:00 ficam acima dos 30º C. Isso de junho a setembro, com um mês de agosto de fritar “ovo no asfalto”...e pasmem, sem uma chuvinha nunca!!!

O inverno, sempre rigoroso e com nevadas de dezembro a fevereiro nos arredores (Madrid está a 650m de altitude – é a mais alta capital européia – e a Serra Norte, tem copado o Peñalara com 2.428 m de altitude e está a 50 km da cidade) e isso faz com que os “embalses” (reservatórios de água – represa, açudes), sejam alimentados para abastecimento de água da população pelo sistema de águas (Canal Isabel II).

Mas chuva mesmo. Nada... Esse último ano (2008) e o início de 2009 estão nos deliciando, pois tem chovido regularmente. Assim, “curitiboca” de criação que somos, acostumados com a chuva freqüente, já nos fazia falta.

Tem chovido bastante e os “embalses” estão cheios novamente, por que só de neve, que também havia sido pouca nos últimos anos, estava difícil de alcançar os 50% de suas capacidades. Hoje mesmo, um chuvisco desde cedo.

Bendita chuva, que já me nega a saudades de quase tudo das “terras brasils”. – Só mesmo os amigos...

sábado, 24 de enero de 2009

Reconstruir el epacio


Reconstruir el espacio social de las ciudades significa rehacer un espacio para que éste de cabida a las actividades de todos los ciudadanos, significa acercar, unir piezas, reformar, rehabilitar, crear proximidad, significa rehacer una ciudad para que funcione, para que el espacio esté adaptado a las necesidades de sus habitantes, para que no sea un conjunto de piezas dispersas, cada vez más inaccesibles o una máquina rota que no funciona. Para que la ciudad sea un lugar para la sociabilidad, el encuentro de los ciudadanos, un espacio para la relación, el juego, el intercambio.

Sólo sobre un espacio equitativo se puede plantear una sociedad igualitaria donde no existan desequilibrios en función del sexo o la edad. Tal como está hoy en día planteada la ciudad, con la sobre valoración de los aspectos laborales-económicos-monetarios, con la sobre valoración de la movilidad frente a usos estancales, la sobre valoración de las actividades consideradas como productivas frente al resto, sobre estos presupuestos la ciudad está abocada a ser un escenario de desigualdades sociales, un lugar de discriminación.

Hay que promover el transporte público, los desplazamientos a pie y en bicicleta. Hay que decir a la gente que el coche es como el tabaco, malo para la salud, que contamina y gasta recursos no renovables. Hay que hacer campañas de imagen, ver a políticos, artistas de todo el mundo utilizando el transporte público. Hay que huir de la idea de que el coche responde a la imagen del triunfo personal de la libertad.

"Los políticos no se han lanzado a estas campañas porque son muy cortos de miras. Se creen que estas políticas les van a restar votos porque la presión de los automovilistas es fuerte. Se olvidan de que todos los automovilistas son también peatones y que la mitad da población no conduce regularmente."
[1]

[1] Julio Pozueta - Entrevista en "El País" - Madrid, 10 de abril de 2005

viernes, 23 de enero de 2009

Algo muito pessoal:


Com respeito ao trabalho: - Na EU, encontra-se em debate a proposição “eslovena”, de uma jornada semanal de trabalho máxima de 65 horas em substituição das atuais 48, que ainda muitos países como Alemanha e Inglaterra não assinaram (Alemanha segue nas 40 hs e os ingleses em suas 36,5 horas). A origem da discussão, encontra-se nos setores sanitários, que muitos trabalhadores tem jornadas de até 65 horas semanais e atualmente, devem ser remuneradas como horas extras...

Eu particularmente acho isso o fim do mundo. Já tenho minhas críticas (que não são pucas), à estrutura do trabalho atual, e muito mais aos trabalhos “basura” (entenda-se por trabalho basura –“lixo”– a todo o trabalho especulativo que eu acredito que nos dias de hoje superam aos 90% de todo o conjunto de empregos ou postos de trabalho gerados), pois está baixo o interesse dos imbecis capitalistas e de bom além de uma miséria de salário, não produzem nada, pois o sistema engole por outro lado tudo (o pouco que) deu. É aquela velha historia de dar com a mão direita e tomar com a esquerda ou ao contrário?!?...

“... já dirigi automóveis, já desfrutei capital, já decidi que o dinheiro não vai pagar a minha paz...” (Ed Motta)

Eu penso que trabalhar mais de 4 horas por dia para um “patrão”, que de você só quer mesmo é o trabalho em si e nada mais, é o limite tolerável para aquele que precisa, pois o mundo é feito de pobres em um grande número que uma vez não tendo nada, tem que trabalhar para poder ao menos comer (isso porque abandonamos o modelo rural onde o comer dificilmente faltava) e de poucos ricos, que cada vez querem ser mais ricos e que geram essa “basura” em todos os campos do conhecimento humano, até mesmo nas artes, que já foi imune aos atentados do capital, embora sempre estivesse financiada por monarcas e assim, hoje se submete também ao ridículo do capital...

“... computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro...” (Chico Science)

Eu quero deixar aqui, um grande protesto pessoal, contra esse mundo capitalista hipócrita, fascista e ridículo: Trabalhar 65 horas por semana é escravidão!!!...

Outra é a questão do trabalho infantil, que a sociedade tanto recrimina, no caso de crianças pobres, mas quando um esportista chega ao auge aos 18 anos, todos admiram. Temos que ver, que esse “fulanito de tal”, não começou ontem, começou sua carreira (profissional) aos 6, ou 7, ou 8 anos de idade, pois somente assim, aos 16, 17 ou 18, chegou ao topo. O mesmo ocorre com atores, cantores, etc..., mas nesse caso, os cidadãos acham louváveis e aplaudem a genialidade e o prodígio do “fulanito”:

- Somos mesmo uns manipuláveis por esse interesse sórdido...

"Fútbol"


Aqui é paixão nacional. Aliás, os “deportes” em geral, caem muito bem ao gosto do espanhol, basta ver os expoentes (Rafa Nadal, Alberto Contador, Fernando Alonso, Pau Gasol, entre outros).

A seleçao espanhola (“La roja”), que sempre chega aos mundiais como uma possível candidata, mas esbarra nos seus erros, em 2008, conseguiu um triunfo na EUROCOPA que desde 1964, quando sediou a competição não ocorria. Hoje é a primeira colocada no ranking da FIFA, com o Brasil em quinto a Itália em quarto e a Alemanha em segundo (pentacampeão, tetracampeão e tricampeão mundial respectivamente).

Os clubes de “fútbol” espanhóis, e sua Liga, podem ser considerados entre os melhores do mundo. Não só Real Madrid e Barcelona, mas também Sevilla, “Depor”, Valencia, Atlético de Madrid e Athletic de Bilbao, entre outros, são representantes à altura do melhor do mundo na atualidade.

Jogadores atuando fora da España, em clubes de grande expressão como Fernando Torres (Liverpool), “Cesc” Fabregas (Arsenal) Daniel Güiza (Fenerback) e outros, bem como treinadores: Rafa Benítez (Liverpool), Luis Aragonês (campeão com “La roja” da eurocopa, hoje no Fenerback) e até a pouco Juande Ramos (agora no Real Madrid, estava no Totenham inglês).

A Liga, arranca este final de semana o segundo turno (“La vuelta”), com um Barça de records (16 vitórias, 2 empates e 1 derrota – curiosamente no primeiro jogo) com 50 pontos de 57 possíveis e 59 gols marcados (mais de 3 por jogo) e somente 13 sofridos (quase 1 a cada dois jogos) e a 12 pontos do segundo colocado, o Real Madrid (empatado com o Sevilla em 38 pontos) em crise total. – Dos “galácticos”: Maior time do mundo de todos os tempos sem dúvida alguma aos atuais “raquíticos”... corruptos, e corruptores, que espero que terminem “La vuelta” em quinto (fora da Champions) para que sirva-lhes de lição.

Simpatizo com dois clubes: O Athletic de Bilbao (o primeiro dos grandes – 1898), clube basco, no qual somente joga “euskeras” (nascidos em território basco). Assim, ali, por decreto nunca irá pisar estrelas internacionais, nem mesmo espanhóis de outros rincões. Também, tenho um grande afeto pelo Sevilla, que no ano do seu centenário (2005), fez barba e cabelo (ganhou a copa de UEFA, a supercopa de España e a supercopa da UEFA ao derrotar o Barça por 3 x 0) e no ano seguinte em 2006, conseguiu o bicampeonato da copa da UEFA... No Sevilla jogam atualmente três “brazucas” (Luis Fabiano, Renato e Adriano Correia).

jueves, 22 de enero de 2009

"La tauromaquia"


A tauromaquia é a arte de “lidiar” com os touros, ou seja, tourear. Juntamente o flamenco e a Lidia podem ser consideradas as artes folclóricas mais representativas da cultura hispânica difundidas pelo mundo.

O “toreo”, atual, tem origem no “toreo” de montaria, ainda existente, através da atuação dos rejonadores (toureiros a cavalo) e remontam aos finais do século XVII y princípios do XVIII, evolucionando desde distintas escolas, entre as que se destacarão a Sevillana e a Navarra. Em 1701, durante a viajem que realiza Felipe V a España para tomar posse do trono, se celebra em sua honra em Bayona uma “corrida de touros” navarros na que se começa a ver os lances de capa de (El Licenciado de Falces - magistralmente imortalizado por Goya em uma aquarela), origem do atual “toreo de capote”.

Desde então, e até nossos dias, este espetáculo sem igual no mundo, onde o homem arrisca sua vida e desata paixões, ritual de arte e morte, há formado parte da cultura universal, sendo base importantíssima de outras manifestações culturais como a literatura, a pintura, a escultura, a música, e o cinema.

A princípios do século XVIII Andalucía, organiza importantes bases da verdadeira origem do traje de torear. Se começa a empregar pele de ovelha na confecção dos ternos; com tudo, o passo a frente é dado pela Real Maestranza de Sevilla em 1730, já que vestiu a todo o pessoal participante nos festejos com uns característicos ternos “grana” adornados com galões brancos.

Anos depois, em 1793, o toureiro Joaquín Rodríguez Costillares reclama a preponderância do “toreo a pie” e solicita que, em função da mudança de protagonismo no espetáculo, se incorpore ao terno do matador um galão de prata, como vinham utilizando os picadores, a quem roubam esse protagonismo. A Real Maestranza, sensível à realidade, cede ao pedido. Estava criado assim o “traje de luces” – “Es el traje mas bello que hay. Para enfrentarse a la suerte, ante a un toro bravo, el hombre se pone en luces.”

A lidia, compõe de três “tercios” em cada um dele se jogam as “suertes”: Primeiro Tércio ou “Tércio de Picas” onde atuam os picadores, o segundo Tércio ou “Tércio de Banderillas”, que atuam os banderilheiros e o terceiro e último Tércio ou “Tércio de matar” com capas e espadas, onde o matador é quem protagoniza o espetáculo.

O “torero” tem consigo uma quadrilha composta pelo picador, e os banderilheiros. A corrida de toros, normalmente é repartida entre 3 quadrilhas de “toreros” que atuam alternadamente e cada quadrilha se encarrega de uma “faena” de dois touros, sorteados entre elas. A entrada no “ruedo” chama-se paseillo e tem uma ordem de posicionamento: - Primeiro ao Alguacilillos (a cavalo), logo os espadas, depois os banderilheiros e por fim os picadores (também a cavalo), sempre ordenados por antiguidade da alternativa. Na seqüência, entram os monosábios, costaneros e pessoal da “Plaza”.