lunes, 28 de diciembre de 2009

Minha Rua (…5)


Poderia bem ser 14…, tendo em vista as acentuadas diferenças que existem entre “aí” e “aqui”, mas acho que não compensa estender tanto o assunto.

São questões de respeito e cidadania, que nada melhor que algumas imagens para esclarecer melhor. Coisas como dificuldades de circulação, obstrução da circulação, que contrariam com policiamento, pessoas circulando de forma fluída, com conforto e segurança...

Obstruçao da circulaçao - plantao de vendas

Circulaçao livre sem interferências
Por onde atravessar a rua???
Limpeza e cuidado...segurança e conforto
Circulaçao impossível a uma cadeira de rodas
Equipamentos de lazer e de descanso
Falta de manutençao e piso de baixa qualidade para o pedestre
Transporte público multi-modal abundante

domingo, 27 de diciembre de 2009

Minha Rua (4)

Outra vez o tema é o Transporte Público.

Quando se fala em transporte, temos que separar em duas classes, com respeito à propriedade que possa ter o usuário com o meio de transporte:

· Transporte Privado é aquele adquirido por pessoas particulares ou empresas e cujo uso é restrito aos seus donos. O usuário é o dono do veículo.

· Transporte Público é aquele que utiliza meios de transporte en que os passageiros não são proprietários dos mesmos, sendo servidos por terceiros. Os serviços de transporte público podem ser fornecidos por empresas privadas, bem como empresas públicas. Neste último caso, os meios são um bem público e por tanto coletivo. (Illich).

Em Curitiba e Madrid, as diferenças não se limitam apenas à propriedade dos veículos que no primeiro caso é de empresas privadas e em Madrid, é de propriedade do Consórcio Metropolitano e público. Vai mais além...

Em Curitiba, criaram um sistema exclusivo, que num primeiro momento pareceu ser genial, “os tubos” – que além de permitirem a integração física e tarifária possibilitaram ganhar velocidade na parada, uma vez que o embarque se dá em nível e com a passagem já paga.

O sistema, por ser exclusivo, impõe algumas restrições de ordem prática à substituição das empresas permissionárias do sistema, além do tubo em si ser uma estrutura cara e que ocupa muito espaço físico (é do tamanho de um ônibus “que fica parado na calçada”). Para que o deficiente físico possa ter acesso ao tubo e conseqüentemente ao ônibus, necessita um serviço de elevador acoplado ao tubo, já que a plataforma do mesmo fica algo como um metro acima do piso.
Paradas do "ligeirinho" na Praça Tiradentes - trambolhos


Em Madrid, os veículos é que são dotados do sistema “piso baixo”, comum à grande maioria das cidades européias, que como o nome diz, tem nos veículos o piso bastante baixo. Ao pararem no ponto, um sistema pneumático da suspensão, proporciona o rebaixamento do lado direito do veículo (lado do embarque), ficando o nível do piso, praticamente nivelado com a calçada do ponto de ônibus.

A integração se faz pelo bilhete utilizado, que é comprado com antecedência e normalmente com 10 passagens e um desconto de 26% neste caso, e é temporal (90 minutos), não necessitando das instalações estanques como é o caso do tubo e não demandando esta cara, obsoleta e volumosa estrutura, que acaba sendo alvo de atos de vandalismo. Aos deficientes físicos, usuário de cadeira de roda existe uma plataforma na porta de desembarque, que acionada pelo motorista, que é projetada sobre a calçada e permite o rolamento fácil até o interior do veículo.

Parada de ônibus na esquina da minha casa - piso baixo

Minha Rua (3)

O terceiro tema é a acessibilidade.

Cada vez mais que vamos buscar detalhes nas ruas, mais se notam as diferenças entre o dito primeiro mundo e os países em via de desenvolvimento... Nas esquinas das ruas, existem os cruzamentos de veículos e pedestres (peatones) e consecutivamente, ao pedestre, cabe por alguns segundos adentrar ao espaço de circulação do automóvel, até chegar à calçada do outro lado da rua.

As esquinas em geral, são de dois tipos: - as que têm semáforos e as que não os tem. A grande diferença é que no primeiro caso, o automóvel, fica retido pela luz vermelha, dando vez aos veículos e pedestres da outra rua que por sua vez estão com luz verde, seguirem sua marcha. Nas esquinas onde não existe o semáforo, existe a tal preferencial para os veículos e que deveria também ser para os pedestres.

A grande diferença existente entre Curitiba e Madrid, talvez esteja justamente nestas esquinas, pois aqui, os automóveis “sempre” (eu disse sempre) cedem passo aos pedestres e em Curitiba “nunca” (eu disse nunca) isso acontece.

Além do que, existe o fato que as calçadas, normalmente estão em um nível de uns 15 a 20 centímetros mais altas que o pavimento das ruas, existindo por tanto, nas esquinas, as ditas “rampas” de acesso (que no caso de Curitiba, são tidas como rampas para cadeiras de roda) para que suavemente, se possa descer estes 15 centímetros e logo, novamente subir. – Outra diferença gritante....


Curitiba: "Rampa", buraco... e um poste de sinalizaçao no caminho


Madrid: Rampa em nível em toda largura da travessia...

Minha Rua (2)

O segundo tema é a calçada.

Interessante comentar a diferença lingüística entre o português e o espanhol neste caso, pois no Brasil, temos calçada como a parte destinada ao pedestre e pavimento a destinada ao veículo. Já em espanhol, chama-se “calzada” o pavimento onde trafegam os automóveis e “aceras” onde andam os “peatones” ou pedestres.

Assim aqui, queremos tratar da parte da via onde andam as pessoas e não os automóveis, as nossas calçadas ou as aceras espanholas.

Em Curitiba, existem vários tipos de pavimentação para as calçadas, que segundo a legislação atual, é de responsabilidade dos proprietários a sua construção e conservação de acordo com a tipologia determinada pelo zoneamento municipal. Na “minha rua” de Curitiba, o padrão é a “pedra lascada”, algo que fica entre o neolítico e o mundo feudal, creio, pois seu padrão de conforto ao usuário é nulo.

Existem poucas calçadas em Curitiba, que conseguem responder ao quesito conforto de forma satisfatória, porém esse padrão é sem dúvida um dos piores, se não o pior deles.

Com relação à fluidez e a segurança, verificamos também no caso da Av. Manoel Ribas, vários problemas de interferência do mobiliário urbano que por vezes impede o fluxo de forma aceitável (em especial aos portadores de mobilidade reduzida) e podem ser obstáculos causadores de acidentes.

Como a responsabilidade legal (embora nesta minha rua, quem construiu em outras épocas a calçada foi a municipalidade), fica a prefeitura isenta de qualquer ônus que venha a ocorrer a um munícipe por um acidente na calçada. Aliás, conheço várias pessoas que nas mercês (inclusive na Av. Manoel Ribas), sofreram quedas e que nunca se recuperaram, por problemas da idade e da osteoporose a 100%. Cito o Comandante Ruy Carlos Lemoine (visinho – 90 anos), a Sra. Marly Theresa Darif (prima – 65 anos) e o Zaca Fuentes (amigo – 51 anos).


Mobiliário urbano conflitante com a fluidez.



Irregularidade do piso e falta de manutenção.

Em Madrid, mesmo em ruas estreitas, os itens, fluidez, conforto e segurança, são assegurados na maioria das calçadas. Na Rua General Ricardos, o piso é formado por vários padrões de elementos “cimentícios”, que para cada situação existe um piso próprio, mas o principal é o desenho da rua:

Temos um espaço, junto à via de circulação de veículos, que se destina à colocação do mobiliário urbano (+/- 2,0 m) e um outro, mais próximo às edificações, que no caso não existe recuo no terreno, destinado à circulação das pessoas, que então não existe nenhum elemento conflitante (+/- 3,0m), garantindo assim a total fluidez.

Quanto ao conforto e segurança, tem-se normalmente, a disposição de um banco, uma papeleira e uma luminária, juntos, e sempre que possível, a cada 50 metros entre um conjunto e outro, garantindo assim o descanso de quem queira em lugar onde se possa permanecer (mesmo à noite), com segurança.

O mobiliário urbano, além de colocado nesta faixa que mencionamos anteriormente, procura ser desenhado, de forma que os portadores de mobilidade reduzida (especialmente aos deficientes visuais), não sofram impactos por não percebê-los de forma correta (caso dos orelhões brasileiros, que têm um “pé” de 10 cm de diâmetro e em cima são o que são...).



Qualidade do pavimento – Segurança.



Desenho da via – circulação/mobiliário

sábado, 26 de diciembre de 2009

Minha Rua


Esta série de artigos para fechar o ano, mais bem poderia ser chamada de “mi calle” em vez de minha rua. Trata-se de algumas comparações, que melhor que nada, as imagens são capazes de mostrar sobre as diferenças que existem nas ruas de Madrid e de Curitiba. As fotos foram tomadas em novembro (Curitiba) e dezembro (Madrid).

No caso de Curitiba, são da Av. Manoel Ribas e Rua Jaime Reis, e em Madrid, da Calle General Ricardos e Calle de Toledo. Em ambos os casos, a rua é a mesma e somente muda de nome. Em ambos os casos também é a “rua” onde moro – Em Curitiba onde morei. Em ambos os casos, são ruas localizadas em bairros de classe média e próximos do centro das respectivas cidades.


O primeiro tema é a parada de ônibus.


Em Curitiba, temos vários tipos de paradas. Em Madrid também. As paradas em Curitiba variam de acordo com o tipo do ônibus (expressos e ligeirinhos utilizam os tubos), mas na área onde documentamos o caso, a parada é para os “desintegrados” amarelões, que em geral somente em Santa Felicidade é que se pode fazer qualquer tipo de transbordo sem pagar outra passagem. No centro da cidade, na praça Tiradentes, só resta mesmo descer do ônibus. Existem outras paradas ainda mais simples que estas, que são aqueles postinhos com uma plaquinha amarela que diz “parada de ônibus” e nada mais.

O detalhe, não é a estética formal do mobiliário urbano, se não, mesmo a falta de informação ao usuário, o que nos chama a atenção. Quando muito, num “banner” lateral, informa-se quais são as linhas que fazem parada naquele ponto e nada mais. Quando existe algum tipo de mapa, é extremamente confuso e tem que ser interpretado.


Em Madrid, as paradas, também variam de forma, mas em todas, existem informações extremamente úteis, como frequencia, horário de início e término do serviço em dias laborais e finais de semana, tarifas, etc. em geral, existem informaçoes em braile para deficientes visuais e no verso deste painel informativo, sempre existe um mapa geral do Consórcio de Transportes, onde estao todas as linhas de ônibus, metrô e trens de cercanías.

Todos os pontos são numerados e através de um sistema de monitoramento dos ônibus, se pode sempre saber através do envio de um SMS ao sistema, em que se informa o número da linha e o número do ponto, então recebe-se uma resposta de quanto tempo irá levar para que aquela linha chegue àquele ponto – existem pontos com um display na parada, que vai informando os tempos que faltam para as chegadas de cada linha – outra informação, é o roteiro e as correspondências existentes ao longo de cada uma das linhas que faz parada no ponto.

viernes, 11 de diciembre de 2009

Da indignação à raiva


Fosse música do Chico Science seria da lama ao caos, mas no caso da troca de carteira de habilitação o papo é esse:

Recebi uma resposta da Sra. Soraia referente ao e-mail da nota anterior, me passando a seguinte instrução:

Boa tarde Sr. Roberto,

Conforme instruções do Sr. Jairo Castro, Gerente do RENACH do DENATRAN, os brasileiros que estão em processo de troca da CNH na Espanha e que, necessitam da confirmação correta dos dados, devem entrar em contato com o DENATRAN através dos telefones: (61) 2108-1805 ou (61) 2108-1806.

O DETRAN do Paraná coloca-se a sua disposição para as informações que necessitar, porém quanto a esta questão, somente nos cabe repassar as informações prestadas pelo DENATRAN, já que é o órgão responsável por validar os dados das CNH's para a Espanha.

Grata

Soraia Castro
COOHA/DAH
(41)3361-1170


Assim que me coloquei em contato com o tal departamento do órgão supremo em Brasília e a funcionária, me pediu meus dados, consultou o sistema e disse que está tudo em ordem, que eu deveria novamente pedir uma cita que desta vez a consulta iria ter a informação correta (que minha habilitação está valida e que vencerá somente em 23/06/2013).

Aí eu lhe disse: É, mas a cita vai ser para daqui uns dois ou três meses sabe???

Ela disse: Não podemos fazer nada. Houve um probleminha com o sistema e foi informado errado, mas já lhe disse que agora não terá problemas.

Aí eu disse: Pois é, nós aqui fora, ficamos a mercê destes probleminhas que quase sempre ocorrem nas repartições públicas daí e quem sofre as conseqüências somos nós.

Ela disse: Já lhe disse que agora não terá problemas...

Agradeci, desliguei o telefone e fiquei pensando: Tomara que ela não tenha um familiar na fila do transplante de órgãos e que ocorra um “probleminha” como esse! Faz favor!!! Negligência, incompetência, falta de vergonha é o que esses funcionários públicos brasileiros tem.

Cada vez mais, sinto vergonha de ser “made in Brazil”

jueves, 10 de diciembre de 2009

Indignação



Correspondência encaminhada hoje, por e-mail, ao DETRAN-PR com relação aos serviços prestados pelo DIRETRAN aos cidadãos brasileiros residentes no exterior. Como diria o não menos falastrão Boris Casoy: "Uma vergonha!"


Sra. Soraia Castro.

Coordenadoria de Habilitação

DETRAN - PR


Estimada Soraia.


Sou Roberto Ghidini Júnior. Estive dia 16 de novembro, enquanto em Curitiba, falando consigo por telefone sobre os trâmites da troca da minha CNH, junto à DGT (Dirección General de Tráfico), em Madrid, na Espanha onde resido há 9 anos. Naquele momento nao havia sido enviado para a data da "cita prévia" (27.10.2009) meu prontuário. Alguns dais depois, verificando no site da DGT, pude ver que a situação já estava normalizada.


Hoje, (10.12.2009), fui novamente ao órgão espanhol e qual a minha surpresa (você já me havia comentado isso na ocasião que falamos): O prontuário enviado era um que havia caducado em 2003, ou seja, como se eu não houvesse renovado minha habilitação - sendo que a mesma foi renovada em 23/06/2008 e tem validade até 2013.Naquela ocasião, você também disse que o DETRAN-PR nada pode fazer pois isso é com o DENATRAN (Brasília).


Solicito, que faça chegar ao responsável junto ao DENATRAN, minha reivindicação, pois como eu, outros brasileiros por aqui, ficamos a mercê de que um funcionário preste as informações corretas para que possamos usufruir dos nossos direitos e não me parece justo que as informações sejam passadas equivocadamente como essas. Já basta que tivemos que esperar por dois anos (2007 a 2009) a publicação do convenio e ainda entre o dia 27 de abril e o mês de setembro deste ano para podermos agendar uma cita pois o mesmo DENATRAN, não enviou um modelo informático (certificado de identidade eletrônico), pelo qual os trâmites se fariam efeito.


Em resumo: Estou desapontado uma vez mais com as autoridades brasileiras e como cidadão, exijo que esses prejuízos que me estão sendo causados pela incompetência de funcionários brasileiros seja o mais rapidamente sanado e que seja informado de forma correta sobre a existência e validade de minha CNH à DGT (Dirección General de Tráfico), quando do novo pedido que será em breve interposto.


Sem mais para o momento.


Atenciosamente,

Roberto Ghidini Jr.

lunes, 7 de diciembre de 2009

Agenda 21 - Paraná


Fórum Permanente da Agenda 21 Paraná.


OFÍCIO N. º 150 Curitiba, 07 de dezembro de 2009.


Prezado Roberto,



Em nome da Comissão Organizadora do Seminário Internacional “Experiências de Agendas 21: Os Desafios do Nosso Tempo”, ocorrido nos dias 27, 28 e 29 de novembro do ano em curso, no município de Ponta Grossa-PR, vimos agradecer a sua presença e significativo empenho em estar proferindo palestra, bem como em acompanhar significativamente toda a programação do Evento.

Como estamos pactuando pela Agenda 21 a Vida Sustentável no Planeta Terra, as Comissões do Seminário Internacional estão elaborando os Anais do Evento e para breve todos terão a oportunidade de observar a grandiosidade de conteúdos e conexões advindas das atividades programáticas.

As conexões da Teia da Vida estão formatadas, vamos, pois adentrar ao ano de 2010 com muito entusiasmo e determinação com a vida das atuais e futuras gerações.


Atenciosamente,




Schirle Margaret dos Reis Branco.
Coordenadora das Ações da Agenda 21 Paraná.



Ilmo. Senhor
Roberto Junior Ghidini
Espanha-Madrid

domingo, 6 de diciembre de 2009

AUTOMÓVEL...



Nao sou exatamente um admirador do autor desse texto, mas a definiçao empregada para o "automóvel" está no mínimo muito didática, consistente, realista e até mesmo bastante engraçada...


Automóvel: Quadrúpede da família dos transportes que vive nas grandes cidades e se alimenta de água, óleo, gasolina e eventualmente de algum pedestre. Costuma andar em bandos e pode ser criado em garagens ou ao ar livre em cima das calçadas. Muito vigoroso, sua força equivale à de vários cavalos. Veloz, quando instigado a correr demais, pode perder o controle e atacar indiscriminadamente outros automóveis, casas, postes, árvores e homens. Se nao for provocado convive tranqüilamente com outras espécies. Ao contrário do que ocorre com o rinoceronte - uma raça em extinçao - o automóvel vem reproduzindo com muita rapidez e há suspeitas que no futuro ocupará todos os espaços reservados para o homem.


*NOVAES, Carlos Eduardo (1974) O Caos Nosso de cada dia - Rio de Janeiro, pg 32

sábado, 5 de diciembre de 2009

Devagar e nunca


Poderia perfeitamente ser o lema da burguesia curitibana, que segue como dizia o Lulu Santos “a passos de formiga e sem vontade”...

Depois de haver passado 40 dias na “cidade sorriso” vejo que algumas coisas não mudam nunca mesmo: já diz os representantes do Movimento do Passe Livre (MPL), que por aí, “até pobre e da direita”...

Sou um pouco suspeito em falar sobre tudo, mas em especial, quero deixar minha indignação com o tal Conselho Municipal de Transporte, que foi designado e nomeado pelo prefeito (Beto Richa – que de “fica Beto” não terá nada...) às vésperas da audiência pública do transporte coletivo (e não público), que não cumpre com o requisito legal pois uma vez que somente podem reunir-se quando convocados pelo executivo, e nada mais que reafirmar a decisão já previamente tomada pela autoridade, de nada serve, a não ser existir por formalidades.

Às vezes sinto até mesmo vergonha de haver pertencido à essa juventude curitibana, que nada fez para combater esses abusos e que segue achando Curitiba uma cidade modelo.

Por outra parte, sinto-me bastante satisfeito de haver uns dias antes de ir ao Brasil, ter estado em um Simpósio (Desarrollo, Ciudad y Sostenibilidad 2009 – em La Serena – Chile), onde apresentei o trabalho (selecionado como um dos 36 a apresentarem-se entre 121 trabalhos inscritos) chamado “Aprendiendo una lección de Curitiba. Efectos Perversos de una Política Urbana Orientada al Transporte Público y al Uso del Suelo”, no qual tentamos passar um pouco da realidade das políticas públicas locais e do uso da maquina administrativa em favos de causas e grupos privados.

C’est la vie...